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Tratamentos Completos para Sua Saúde e Bem-Estar
Na BariVitta, oferecemos um leque de opções terapêuticas para o tratamento da obesidade e das condições associadas, sempre com foco na segurança, eficácia e no cuidado humanizado. Nossa equipe especializada avalia cada caso individualmente para indicar o melhor caminho para você alcançar seus objetivos de saúde.
Cirurgia Bariátrica: Transformando Vidas com Segurança

A cirurgia bariátrica é uma ferramenta poderosa para a perda de peso significativa e sustentada, além de contribuir para a remissão de doenças como diabetes tipo 2, hipertensão arterial, apneia do sono e outras condições relacionadas à obesidade. Realizamos os procedimentos de referência na prática médica, utilizando técnicas minimamente invasivas (laparoscopia) sempre que possível, o que proporciona uma recuperação mais rápida e confortável.
Técnicas Cirúrgicas Reconhecidas
De acordo com a Resolução CFM Nº 2.429, de 25 de abril de 2025, publicada no Diário Oficial da União em 20 de maio de 2025, existem diferentes técnicas cirúrgicas reconhecidas para o tratamento da obesidade e distúrbios metabólicos. A escolha da técnica mais adequada para cada paciente é feita de forma individualizada, considerando diversos fatores como perfil clínico, comorbidades, histórico alimentar e preferências pessoais, sempre após avaliação completa pela equipe multidisciplinar.
Cirurgias Primárias Altamente Recomendadas
- Bypass Gástrico:
O bypass gástrico é uma das cirurgias bariátricas mais realizadas no mundo e indicada para o tratamento da obesidade grave e doenças associadas.
Quando é indicada: A cirurgia é recomendada para pacientes que:
- Apresentam Índice de Massa Corporal (IMC) acima de 40, independentemente de outras doenças;
- Possuem IMC acima de 35 associado a comorbidades como diabetes tipo 2, hipertensão arterial, apneia do sono, alterações no colesterol ou problemas articulares;
- Já tentaram métodos clínicos de emagrecimento (mudança de hábitos, medicamentos, acompanhamento multidisciplinar) sem resultados duradouros;
- Estão preparados para uma mudança de estilo de vida, com acompanhamento médico, nutricional e psicológico no pós-operatório.

Como é feita a cirurgia: No bypass gástrico, o estômago é reduzido e transformado em um reservatório menor, com capacidade aproximada de 30 a 50 ml. Esse novo estômago é conectado diretamente a uma parte mais avançada do intestino delgado, desviando o restante.
Com isso, o paciente passa a:
- Comer menores quantidades de alimento, devido à restrição gástrica;
- Ter uma menor absorção de calorias e nutrientes, por causa do desvio intestinal;
- Experimentar mudanças hormonais que ajudam no controle da saciedade e na melhora do diabetes tipo 2.
O procedimento pode ser realizado por videolaparoscopia, com pequenas incisões e recuperação mais rápida.
- Gastrectomia Vertical (Sleeve Gástrico):
O sleeve gástrico é uma cirurgia bariátrica restritiva, indicada para pacientes com obesidade grave ou obesidade associada a doenças como diabetes, hipertensão e apneia do sono.
Nesse procedimento, é retirada grande parte do estômago (cerca de 70% a 80%), transformando-o em um tubo estreito, semelhante a uma “manga” (sleeve, em inglês).
Esse formato reduz consideravelmente a capacidade gástrica e diminui a produção do hormônio grelina, responsável pela sensação de fome.

Principais características:
- Não há desvio do intestino, portanto a absorção dos nutrientes é praticamente mantida;
- O foco principal é a redução do apetite e o controle da saciedade;
- Pode ser realizada por videolaparoscopia, com incisões menores e recuperação mais rápida.
Cirurgias Alternativas Reconhecidas
- Gastrectomia Vertical com Anastomose Duodeno-ileal (SADI-S):
O SADI-S é uma cirurgia bariátrica e metabólica que combina os princípios da gastrectomia vertical (sleeve gástrico) com um desvio intestinal mais seletivo.
No procedimento, o estômago é reduzido a um tubo (gastrectomia vertical) e, em seguida, é realizada uma anastomose entre o duodeno e o íleo uma parte mais distante do intestino delgado.
Dessa forma, o paciente:
- Come menos, pela restrição do estômago;
- Absorve menos calorias e gorduras, devido ao desvio intestinal;
- Apresenta mudanças hormonais benéficas para o controle da fome e do diabetes tipo 2.
O SADI-S tem mostrado resultados eficazes tanto na perda de peso significativa quanto no tratamento de doenças metabólicas, sendo indicado especialmente em pacientes com obesidade grave e síndrome metabólica.
É realizado por videolaparoscopia e exige acompanhamento rigoroso para reposição de vitaminas e minerais no pós-operatório.

- Duodenal Switch (DS):
O Duodenal Switch é uma cirurgia bariátrica de caráter híbrido, que combina restrição gástrica com desabsorção intestinal intensa.
O procedimento é realizado em duas etapas principais:
- Gastrectomia vertical (sleeve gástrico) – redução do estômago, deixando-o em formato de tubo.
- Desvio intestinal – o duodeno é conectado a uma parte mais distante do intestino delgado, diminuindo de forma significativa a absorção de calorias, gorduras e nutrientes.
Com isso, o paciente apresenta:
- Restrição alimentar (come menos devido ao estômago reduzido);
- Redução importante na absorção de gorduras e calorias;
- Alterações hormonais que favorecem o controle da saciedade e do diabetes tipo 2.

O Duodenal Switch é altamente eficaz em promover grande perda de peso e controle de comorbidades, mas exige seguimento rigoroso e suplementação de vitaminas e minerais, devido ao alto grau de disabsorção.
É geralmente indicado para pacientes com IMC muito elevado ou obesidade associada a doenças metabólicas graves.
- Bypass Gástrico com Anastomose Única:
Como funciona: Similar ao bypass tradicional, porém com apenas uma conexão (anastomose) entre o estômago e o intestino. O reservatório gástrico é conectado diretamente ao intestino delgado em um ponto mais distal.
Benefícios: Tempo cirúrgico reduzido, menor risco de algumas complicações específicas, resultados de perda de peso similares ao bypass tradicional.

- Gastrectomia Vertical com Anastomose Duodeno-ileal:
Como funciona: Realiza-se uma gastrectomia vertical (sleeve). É criada uma anastomose (conexão) entre o duodeno e o íleo, sem divisão do intestino.
Benefícios: Efeitos metabólicos significativos, especialmente no controle do diabetes, menor risco de deficiências nutricionais comparado a técnicas mais disabsortivas, preserva o acesso a todo o trato digestivo.
Vídeo demonstrativo:
Procedimentos Endoscópicos Reconhecidos
- Balão Intragástrico:
Como funciona: Um balão de silicone é inserido no estômago por endoscopia e preenchido com solução salina. Ocupa espaço no estômago, promovendo sensação de saciedade e reduzindo a capacidade de ingestão alimentar. Permanece no estômago por 6-12 meses, dependendo do modelo.
Benefícios: Procedimento não cirúrgico e reversível, pode ser realizado em regime ambulatorial, auxilia na perda de peso inicial e mudança de hábitos alimentares.
Indicações: Pacientes com contraindicação para cirurgia, como preparo pré-operatório para redução de risco cirúrgico em pacientes com obesidade extrema, pacientes com IMC entre 30 e 40 que não respondem ao tratamento clínico.

- Gastroplastia Endoscópica (Plicatura Gástrica):
Como funciona: Através de um endoscópio com dispositivos especiais, são realizadas suturas internas no estômago. Estas suturas reduzem o volume gástrico, criando um efeito restritivo.
Benefícios: Procedimento sem incisões externas, recuperação mais rápida que procedimentos cirúrgicos, menor risco de complicações graves.
Indicações: Pacientes com IMC entre 30 e 40, pacientes que não desejam ou têm contraindicações para cirurgia convencional.
Observação Importante:
A escolha da cirurgia a ser realizada é feita de forma compartilhada entre a equipe cirúrgica, a equipe multidisciplinar e o paciente (ou seu representante legal), sempre considerando as necessidades individuais de cada caso. Após o preparo pré-operatório, o paciente é informado detalhadamente sobre o tipo de cirurgia à qual será submetido, incluindo efeitos colaterais, complicações e possibilidade de reversão.
Quem Pode Realizar a Cirurgia Bariátrica?

É importante compreender que a cirurgia bariátrica não é uma “cura” para a obesidade, mas sim parte essencial de um tratamento multidisciplinar. Ela representa uma terapêutica eficaz no controle da obesidade e suas comorbidades quando o tratamento clínico não apresenta resultados satisfatórios.
- Quando Considerar a Cirurgia
A cirurgia bariátrica ou metabólica pode ser considerada quando houver falha no tratamento clínico. Considera-se falha quando o paciente se submete aos protocolos clínicos para tratamento da obesidade ou controle metabólico (principalmente glicêmico) sem resposta adequada, sendo esta avaliação realizada por cirurgião e equipe multidisciplinar que, de maneira consensual, concordam com a indicação do tratamento cirúrgico.
- Critérios de Indicação para Adultos:
De acordo com a resolução mais recente do Conselho Federal de Medicina (2025), são considerados elegíveis para a cirurgia bariátrica e metabólica:
Pacientes com IMC ≥ 40 kg/m² (obesidade classe 3): Independentemente da presença de comorbidades associadas
Pacientes com IMC ≥ 35 kg/m² e < 40 kg/m² (obesidade classe 2): Quando associado a pelo menos uma doença agravada pela obesidade e que melhore com a perda ponderal
Pacientes com IMC ≥ 30 kg/m² e < 35 kg/m² (obesidade classe 1): Na presença de pelo menos uma das seguintes condições:
- Diabetes mellitus tipo 2
- Doença cardiovascular grave com lesão em órgão alvo
- Doença renal crônica precoce em pacientes com diabetes tipo 2
- Apneia do sono grave
- Doença gordurosa hepática não alcoólica com fibrose
- Afecções com indicação de transplante
- Refluxo gastroesofágico com indicação cirúrgica
- Osteoartrose grave
Pacientes com IMC ≥ 60 kg/m² (super-obesidade): Requerem avaliação especial quanto à capacidade estrutural/física do hospital; Necessitam preparo específico da equipe multidisciplinar devido à maior complexidade e risco de eventos adversos
- Critérios de Indicação para Adolescentes
A resolução de 2025 também atualizou os critérios para adolescentes, reconhecendo a necessidade de intervenção em casos específicos:
Adolescentes com idade ≥ 16 anos:
- Aplicam-se os mesmos critérios de IMC e comorbidades dos adultos
- Necessário que o paciente e seus familiares compreendam os riscos e a necessidade de mudanças de hábitos de vida
- Fundamental o acompanhamento pós-operatório com equipe multidisciplinar em longo prazo
Adolescentes com idade entre 14 e 16 anos:
- Considerada apenas em casos excepcionais de obesidade grave (IMC > 40 kg/m²)
- Deve estar associada a complicações clínicas que levem a risco de vida
- Requer avaliação criteriosa e decisão compartilhada
Critérios adicionais para adolescentes:
- Desenvolvimento da maturidade psicológica e fisiológica
- Capacidade de compreender riscos e benefícios
- Capacidade de aderir às modificações no estilo de vida
- Capacidade de tomar decisões
- Suporte social e familiar antes e depois da cirurgia
- Termo de consentimento livre e esclarecido dos pais ou responsáveis legais
Contraindicações para Cirurgia Bariátrica
A resolução também estabelece claramente as contraindicações para o procedimento:
- Obesidade ou doença metabólica passíveis de controle com tratamento clínico
- Paciente com abuso de drogas ilícitas não tratado ou mal controlado
- Paciente grávida
- Paciente com incapacidade de aderir às recomendações pós-operatórias, especialmente ao acompanhamento multidisciplinar e às mudanças no estilo de vida
- Observação importante: A presença de deficiência cognitiva é um fator relevante, mas não é uma contraindicação absoluta. Cada paciente deve ser avaliado individualmente pela equipe multidisciplinar.
Equipe Multidisciplinar

De acordo com a resolução, a equipe multidisciplinar mínima para o tratamento da obesidade e avaliação para cirurgia bariátrica deve ser composta por:
- Cirurgião com experiência em cirurgia bariátrica
- Médico endocrinologista (ou clínico geral, na falta deste)
- Médico cardiologista
- Médico psiquiatra
- Nutricionista
- Psicólogo
E outros especialistas e profissionais de saúde, conforme necessidade clínica do paciente.
Observação Final:
Estas indicações estão baseadas na Resolução CFM Nº 2.429, de 25 de abril de 2025, publicada no Diário Oficial da União em 20 de maio de 2025, que normatizam as cirurgias reconhecidas pelo Conselho Federal de Medicina para o tratamento cirúrgico da obesidade e doença metabólica.
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